
"OK, nós vamos."
General D. Eisenhower, na véspera do Dia-D (5 de junho de 1944)
Há 64 anos, no dia 6 de junho de 1944 às 6:30 da manhã, um contingente de mais de
185 mil soldados e mais de
20 mil veículos terrestres, marítimos e aéreos faziam o mais ousado dos ataques contra a então dominante Alemanha nazista.
A
Operação Overlord, liderada pelo
General Eisenhower, tinha como objetivo invadir a França dominada e abrir uma segunda frente de batalha contra o Eixo. A operação contou com soldados Americanos, Ingleses e Canadenses, todos sob o comando do General em uma engrenagem perfeitamente ajustada. Apesar de todos os percalços encontrados pelos invasores e das inúmeras baixas, a operação foi bem sucedida.
A
estratégia aliada, bem como fortes informes de inteligência rebelde, principalmente dos franceses, que liderados pelo
General Charles de Gaulle, ainda lutavam contra o exército alemão em solo francês, foram decisivos para o sucesso da operação.
A camuflagem do ataque, que inclusive lançou mão de um um ataque simulado, liderado pelo
General Patton, comandando um exército fictício de 12 divisões, em Pas-de-Calais, que era o ponto mais próximo à costa Britânica. Mas, justamente por este fato, a resistência alemã seria absurda.

Optou-se então pela
Normandia, 240 a sudoeste de Pas-de-Calais. A manobra consistia na invasão por terra/mar, com apoio aéreo e o desembarque de pára-quedistas (utilizados pela primeira vez em combate) atrás das linhas inimigas.
"Vocês estão embarcando na Grande Cruzada. Os olhos do mundo estão sobre vocês."
General D. Eisenhower, comandante-chefe dos Aliados, ao ordenar a invasão da Normandia
O ataque, inicialmente previsto para ocorrer no dia 5 de junho, foi adiado por conta do mau tempo. O mesmo mau tempo que acabou por fazer com que os alemães relaxassem na defesa, já que eles achavam que ninguém seria louco o suficiente para tentar qualquer coisa naquelas condições. Os soldados envolvidos na operação ficaram mais de 50 horas em estado de alerta, embarcados em navios ancourados e em seus postos de combate, esperando apenas que fosse dada a ordem decisiva.
O problema maior com o desembarque dos pára-quedistas deu-se por causa do forte vento, que acabou os desviando quilômetros além do lugar onde deveriam ter pousado. Também o fogo antiaéreo alemão, bem acirrado, foi responsável por muitas baixas, além do despreparo dos pilotos para vôo em combate que, em situações de desespero, davam aos soldados pára-quedistas o sinal de salto quando ainda estavam muito altos ou com velocidade acima da considerada segura para o salto.
"A grande batalha começou. Depois de tanto conflito, raiva e lamentação, o choque final está aqui."
General Charles De Gaulle, comandante da resistência francesa, sobre o Dia D.
Para o ataque às praias da Normandia - que, no total, perfaziam uma faixa litorânea de aproximadamente 80 quilômetros de extensão -, o comando militar aliado enfileirou cinco diferentes divisões: duas britânicas, uma canadense e duas norte-americanas. De Oeste a Leste, tais agrupamentos atendiam pelos codinomes Utah, Omaha, Gold, Juno e Sword, cada um responsável por uma porção do litoral. O ataque às praias começou às 6h30 da manhã, pelos homens da 4ª Divisão de Infantaria Americana - justamente na que seria a mais tranqüila das abordagens, a de Utah, onde os pára-quedistas já haviam imobilizado boa parte da resistência alemã. Para facilitar, a estrutura das defesas da região eram pífias. Quando a noite chegou, 23.000 soldados já haviam desembarcado, levando consigo 1.700 tanques, caminhões e metralhadoras - o número de baixas foi foi considerado proporcionalmente baixíssimo, 197 homens.
O desembarque mais complicado foi o da praia de Omaha, sob comando Americano. Diversos problemas com ventos e embarcações se perdendo logo após a saída, unidades blindadas que iriam dar suporte aos soldados em prais, bem como a recepção dos soldados que conseguiram chegar à praia por uma saraivada de bombas, morteiros e rajadas de metralhadoras. Muitas baixas foram anotadas em ambos os lados neste desembarque, mas com o correr do dia a supremacia aliada foi-se instaurando e o domínio da praia foi assegurado.
Os números finais do já histórico 6 de junho de 1944 informam que 75.515 soldados britânicos e canadenses e 57.500 americanos desembarcaram pelas praias; outros 7.900 e 15.500, respectivamente, pelo ar. Calcula-se que 2.500 militares aliados tenham sido mortos, cerca de 1.000 apenas em Omaha. As baixas totais, incluindo mortos, feridos, desaparecidos ou prisioneiros, são estimadas em 6.600 americanos, 3.000 britânicos, 946 canadenses e em torno de 6.500 alemães.